Mostrar mensagens com a etiqueta user's guide arquitectura. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta user's guide arquitectura. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 22 de maio de 2008

user's guide - arquitectura

#01. David Adjaye > Recent Works

conferência em trânsito oasrn #019
David Adjaye (Tanzânia, 1966), formou-se no Royal College of Art em Londres, e estagiou no Porto, no atelier de Eduardo Souto Moura, na década de 80. Fundou o seu atelier em 1994, em 2000 reorganizou-o como Adjaye/Associates. É professor convidado na Harvard Graduate School of Design. Foi também apresentador de programas tv e rádio da BBC , "Dreamspaces" e "Building Africa: Architecture of a Continent ".
A sua obra está já publicada em 2 monografias da Thames & Hudsonm, "David Adjaye Houses: Recyling, Reconfiguring, Rebuilding" , 2005 e "Public Buildings Specificity Customization Imbrication ", 2006, na sequencia da exposição na Galeria Whitechapel em Londres.
Adjaye/Associates , tem desenvolvido projectos que abrangem diversas escalas, públicos e geografias, destaque para as bibliotecas “Idea Store” em Londres, “Bernie Grant Centre” em Tottenham, “The Nobel Peace Center” em Oslo, Noruega; colaborações com artistas, como Chris Ofili e Olafur Eliasson, na concepção de exposições e pavilhões temporários tanto no Reino Unido como em Nova Iorque; as casas para: o designer alta costura Alexander McQueen, o fotógrafo Juergen Teller, o actor Ewan McGregor, os artistas Jake Chapman e Chris Ofili.
A Conferência será em inglês, sem tradução. A entrada é livre (é obrigatório o levantamento de ingressos na bilheteira da CdM).
Casa da Música - Terraço
23 de maio (sexta-feira)
21h30 entrada livre [é obrigatório o levantamento na bilheteira CdM]

02# 5+5 exposição de arquitectura
Giornate della Cultura Italiana a Oporto
O Consulado Honorário de Itália no Porto e o
Instituto Italiano de Cultura de Lisboa inauguram a 24 de Maio, Sábado, 16h00, a exposição de arquitectura e arte contemporânea "5+5" na Biblioteca Municipal Almeida Garrett - Galeria do Palácio, inserida nas "Giornate della Cultura Italiana a Oporto",
A mostra propõe uma visão das mudanças ocorridas nos últimos anos na paisagem urbana de Turim e na paisagem agreste da região (Piemonte), documentada e redesenhada por artistas atráves da objectiva das suas máquinas fotográficas.
A inauguração de "5 5" será assinalada com uma visita guiada pelo comissário Edoardo Di Mauro, Professor da Accademia Albertina di Belle Arti e Director do Museo di Arte Urbana de Turim.

Exposição>
Biblioteca Almeida Garrett
24 de maio a julho
Segunda: 14h - 18h; Terça a Sábado: 10h - 18h
[++]

03#Rethinking Le Corbusier Seminário
Beatriz Colomina, William Curtis, Josep Quetglas, ...
A Secção Regional Sul da Ordem dos Arquitectos, a Fundação Le Corbusier, o Museu Berardo e a Fundação EDP organizam a 27 e 28 de Maio o Seminário Internacional ReThinking Le Corbusier no Museu da Electricidade, Lisboa.A pretexto da candidatura da obra de Le Corbusier a Património Mundial da UNESCO e da exposição patente no Museu Berardo, este Seminário Internacional, pretende recolocar na discussão disciplinar da arquitectura, o legado da obra do mestre do modernismo. Participam: Ana tostões, Beatriz Colomina, João Luís Carrilho da Graça, Stanislaus von Moos, José António Bandeirinha, Manuel Tainha, Ricardo carvalho, André Tavares, Arthur Rüegg, Josep Quetglas, João Rodeia, William Curtis, Carlos Eduardo Comas, Michel Toussaint e Diogo Seixas Lopes.
Museu da Electricidade [Lisboa]
27.28 maio
inscrições e informações aqui

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Mundo Perfeito - Fotografia de Fernando Guerra

Mundo Perfeito
Fotografias de Fernando Guerra
Museu da FAUP [Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto]
28 de abril a 06 Junho
9h - 20h
entrada livre

RECONFIGURAR O MUNDO

Não acredito na objectividade da fotografia. Por mais que muitos tentem apagar as contingências subjectivas da vida quotidiana que contaminam os espaços puros que os arquitectos desenham, uma imagem de um qualquer objecto arquitectónico, ou simplesmente de um objecto, é sempre a imposição de um ponto de vista. De quem fotografa, de quem escolhe o enquadramento, de quem escolhe a luz, o tempo de exposição, o tipo de lente, a máquina. É um olhar que implica uma escolha, ou infinitas escolhas, e é por definição (definitivamente?) subjectivo.Não acredito no mito do fotógrafo de arquitectura contemplador que acha possível escolher a priori um único olhar sintético que conjugue tudo o que uma obra de arquitectura encerra. A arquitectura depende de inúmeras variáveis, nunca é totalmente apreensível, é infinitamente interpretável. A percepção da arquitectura decorre da conjugação de múltiplos pontos de vista, da reconstituição mental de inúmeros espaços.
Aldo Rossi, na sua “Autobiografia Científica” reconhece que “a observação das coisas permaneceu, provavelmente, como a minha mais importante educação formal e isto porque a observação se transforma mais tarde em memória” . Ao olhar para trás, Rossi cruza a sua própria cultura, a memória das coisas, “que consigo ver dispostas ordenadamente, como num herbário, num catálogo ou num dicionário” , com a imaginação. Este processo não é linear, havendo um cruzamento entre ambas que produz diferentes significados, isto é, o resultado dessa hibridação é mais do que a simples soma das partes. “Este catálogo, situado algures entre a imaginação e a memória, não é neutral. Reaparece quase sempre nalguns objectos constituindo a sua deformação e, em certa medida, a sua evolução” . O que observámos no passado reaparece na presença do novo, filtrado pela força da memória das coisas, permitindo um novo olhar, com sentido crítico. É a memória que forma o olhar, permitindo a deformação dos objectos, isto é, quando olhamos para um qualquer objecto, arquitectónico ou não, ele transfigura-se quando cruzado com a recordação daquilo que já vivemos.
O olhar de Fernando Guerra é um olhar de arquitecto. Para compreender o espaço, os arquitectos, eventualmente com uma intencionalidade mais consciente que os simples utilizadores, circulam pelos edifícios. Captam a espacialidade da arquitectura deambulando, perscrutando, fazendo associações de ideias, de formas, de dimensões. É através desse movimento que descobrem as infinitas variáveis do espaço arquitectónico, as singularidades que fazem distinguir um espaço significante da miríade de construções insignificantes que invadem o nosso campo visual. E fazem-no cruzando aquilo que vêem com as memórias de outros edifícios que transportam consigo, muitas vezes adquiridas através da observação mediada pela fotografia. A nossa cultura arquitectónica, na impossibilidade de visitar todos os edifícios do mundo, é maioritariamente construída através do olhar de outros.
Através da generosidade de nos oferecer múltiplos pontos de vista de um edifício, as reportagens fotográficas de Fernando Guerra aproximam-se da vivência real do espaço, ao permitir que reconstituamos um lugar através da soma de todas imagens. Nesse sentido aproxima-se também da linguagem cinematográfica, não só pela implícita ideia de movimento que as suas imagens transmitem mas também pelo sentido narrativo que lhes imprime o fotógrafo. E daí a necessidade, quase obsessiva, de incluir personagens nos seus enquadramentos. Por vezes personagens anónimas, outras vezes os arquitectos, muitas vezes o próprio fotógrafo. Certamente não por qualquer vontade de auto representação, mas pela necessidade de dar sentido e escala a um determinado espaço, que na ausência de uma figura humana se tornaria incompreensivelmente abstracto. Há uma vontade de que cada imagem encerre um fragmento de vida, uma história pessoal, mas onde os personagens são suficientemente indefinidos, vultos quase, para deixar o observador imaginar o quadro que entender. Como em Julius Schulman, as imagens de Fernando Guerra procuram, para além de representar a arquitectura, captar um sentido de lugar, uma atmosfera que define a época contemporânea. Mas o que em Schulman era intencionalmente encenado, com um sentido narrativo por vezes demasiado literal, em Guerra é intencionalmente difuso, permitindo imaginar todas as histórias que aí terão lugar.
A palavra perfeição encerra uma certa radicalidade, já que implica um estado limite, sem evolução possível. Quando se atinge a perfeição nada mais há a fazer senão contemplar o belo. Mas ao mesmo tempo a busca da perfeição pode ser um acto generoso. Quando se tem por objectivo encontrar as melhores imagens para representar a essência e o conceito de um edifício, está-se a responder aos desejos daqueles que o projectaram. Tal como os arquitectos reconstroem um mundo particular em cada projecto, procurando dar um sentido de unicidade a partir das variáveis com que se confrontam - do cliente ao lugar, da geografia ao orçamento, das contingências materiais às limitações estruturais - as fotografias de Fernando Guerra devolvem à arquitectura essa procura da perfeição possível, “intensificando a realidade retratada”, reconfigurando o mundo que a rodeia.
Mundo Perfeito, livro e exposição, mostra também a vontade de conjugar arquitecturas que partilham uma mesma identidade, a arquitectura feita em Portugal, hoje. Não fossem as conotações demasiado politizadas, mundo aqui poderia querer dizer mundo português. Mas um mundo português agora aberto aos outros mundos, plural, democrático, cosmopolita. A circunstância de serem obras feitas em território português ou por portugueses noutros territórios, e apesar da volatilidade do que hoje representa a ideia de fronteiras e identidades nacionais, não deixa de constituir um denominador comum que justifica a sua aglutinação num conjunto reconhecidamente heterogéneo mas unificado pelo olhar de Fernando Guerra. O seu trabalho, e basta passar pelo ultimasreportagens.com para o perceber, não se limita apenas a um acervo de imagens de arquitectura, valiosíssimo por sinal, pelo que significa de possibilidades de divulgação dentro e fora de portas; antes se institui como um discurso autónomo e original sobre a arquitectura portuguesa contemporânea.
#Luís Urbano
Comissário da exposição “Mundo perfeito”

sábado, 10 de maio de 2008

user's guide - arquitectura


04#Arquitecturas em Palco
João Mendes Ribeiro
Integrada nas Comemorações do Dia Mundial do Teatro, inaugurou, no dia 25 de Março, pela primeira vez em Portugal, a exposição que ganhou a medalha de ouro na categoria "Best Stage Design", na 11ª Quadrienal de Praga, em 2007 - representação oficial portuguesa organizada pela DGArtes.
Arquitecturas em Palco aborda a cenografia enquanto experimentação de processos de linguagens comuns à arquitectura, organizando-se a partir de núcleos temáticos fortemente apoiados em textos conceptuais, materiais gráficos, desenhos, fotografias, maquetas e peças audiovisuais. Após a representação oficial portuguesa na Quadrienal de Praga, a DGArtes promoveu a itinerância internacional da exposição que, ainda em 2007, foi apresentada em Barcelona, no Fomento de Artes & Desenho (FAD) e em São Paulo, no Instituto Tomie Ohtake. [in Dgartes]

[Teatro Nacional de São João, 14h-20h] » 31 maio [mais]